domingo, 11 de dezembro de 2011

Modelo de Relatório para aluno do 1° Ano.


Modelo de Relatório para aluno do 1° Ano.

RELATÓRIO INDIVIDUAL: 1° ANO

1° BIMESTRE

De acordo com estudos recentes, que orientam o Ensino Fundamental de nove anos, afirmam que o professor das crianças de seis anos que ingressam no Ensino Fundamental, precisa estar sintonizado com os aspectos relativos aos cuidados e à educação dessas crianças, ser portador e estar receptivo ao conhecimento das diversas dimensões que as constituem no seu aspecto físico, cognitivo-lingüístico, emocional, social e afetivo. Ele precisa ser ciente de que o trabalho docente requer um continuado processo de formação, desenvolvendo atitudes investigativas, de alternativas pedagógicas e metodológicas na busca de uma qualidade social da educação.

Não há nenhum modelo a ser seguido, nem perfil ou estereótipo profissional a ser buscado. Entretanto, como analisa Ilma. Passos Alencastro Veiga, “o projeto pedagógico da formação, alicerçado na concepção do professor como agente social, deixa claro que é o exercício da profissão do magistério que constitui verdadeiramente a referência central tanto da formação inicial e continuada como da pesquisa em educação. Por isso, não há formação e prática pedagógica definitivas: há um processo de criação constante e infindável, necessariamente refletido, questionado e reconfigurado.

Pautada em toda essa veracidade citada a cima, venho desenvolvendo a prática de alfabetização com a turma de 1° ano “A” , composta por 20 discentes. Discentes esses, que possuem níveis de aprendizagens bem diversos, uma vez que há crianças que não possuem vivência escolar anteriormente. Sendo assim a turma possui uma disparidade quanto aos níveis de aprendizagem.
Os níveis estruturais da linguagem escrita podem explicam as diferenças individuais e os diferentes ritmos dos alunos. Segundo Emilia Ferreiro são:
NÍVEL – l Hipótese Pré-Silábica – Intermediário l:
A criança:
• Não estabelece vínculos entre fala e escrita;
• Supõe que a escrita é uma forma de desenhar ou representar coisas e usam desenhos, garatujas e rabiscos para escrever;
• Demonstra intenção de escrever através de traço linear com formas diferentes;
• Supõe que a escrita representa e não os objetos, coisas grandes devem ter nomes grandes, coisas pequenas devem ter nomes pequenos;
• Usa letras do próprio nome ou letras e números na mesma palavra;
• Pode conhecer ou não o som de algumas letras ou de todas elas;
• Faz registros diferentes entre palavras modificando e a posição e fazendo variações nos caracteres;
• Caracteriza uma palavra com uma letra inicial;
• Tem leitura global, individual e instável do que escreve: só ela sabe o que quis escrever;
• Supõe que para algo poder ser lido precisa ter no mínimo de duas a quatro grafias, geralmente três (hipóteses da quantidade mínima de caracteres);
• Supõe que para algo poder ser lido, precisa ter grafias variadas (hipóteses de variedade de caracteres);
NÍVEL – ll: Hipótese Pré-Silábica – Intermediário ll:
A criança:
• Começa a ter consciência de que existe alguma relação entre pronuncia e a escrita;
• Começa a desvincular a escrita das imagens e números das letras;
• Só demonstra estabilidade ao escrever seu nome ou palavras que teve oportunidade e interesse de gravar. Esta estabilidade independe da estruturação do sistema de escrita;
• Começa a desvincular a escrita das imagens e números das letras;
NÍVEL – lll: Hipótese Silábica:
A criança:
• Já supõe que a escrita representa a fala;
• Tenta fonetizar a escrita e dar valor sonoro às letras;
• Pode ter adquirido, ou não, a compreensão do valor sonoro convencional das letras;
• Já supõe que a menor unidade da língua seja a sílabas;
• Supõe que deve escrever tantos sinais quantas forem às vezes que mexe a boca, ou seja, para cada sílaba oral corresponde uma letra ou um sinal;
• Em frases, pode escrever uma letra para cada palavra;
NÍVEL – lV: Hipótese Silábico - Alfabética:
A criança:
• Inicia a superação da hipótese silábica;
• Compreende que a escrita representa o som da fala;
• Combina só vogais ou só consoantes, fazendo grafias equivalentes para cada palavras diferentes, Por ex: AO para gato ou ML para mola ou mula;
• Pode combinar vogal e consoantes numa mesma apalavra, numa tentativa de combinar sons, sem tornar, ainda escrita socializável. Por ex: CAL para cavalo; passa a fazer uma leitura termo a termo (não global);
NÍVEL – V: Hipótese Alfabética:
A criança:
• Compreende que a escrita tem uma função social: a comunicação;
• Compreende o modo de construção do código da escrita;
• Compreende que cada um dos caracteres da escrita corresponde a valores menores que a sílaba;
• Conhece o valor sonoro de todas as letras ou de quase todas;
• Pode ainda não separar todas as palavras nas frases;
• Omite letras quando mistura as hipóteses alfabética e silábica;
• Não tem problemas de escrita no que se refere o conceito;
• Não é ortográfica nem léxica.
Tomando por base esses níveis de aprendizagens, a aluna ..................................., por possuir vivência escolar anteriormente, neste 1° bimestre apresentou um desenvolvimento bem significativo em nível de alfabetização, uma vez que já possuía conhecimento de todas as letras, ou seja, já sabe codificar todas as letras do alfabeto brasileiro e também já conhece os números cardinais. Sendo assim no decorrer do processo deu continuidade em sua aprendizagem de forma bem segura, de modo que já conhece todas as vogais e as consoantes, já reconhece o valor sonoro de muitas famílias silábicas desde as simples às mais complexas.
Com base nessa sondagem e o trabalho desenvolvido durante o bimestre, pode se dizer que a aluna se encontra no nível de aprendizagem Hipótese Alfabética: uma vez que, já compreende que a escrita tem uma função social, que é a comunicação; e também por já compreender o modo de construção do código da escrita, identificando em cada código a sua sonoridade.
Quanto à sua relação interpessoal é bem justada, é tímida, e conversa moderadamente em sala de aula. É uma aluna bem disciplinada, comprometida com a as atividades realizadas dentro e fora do âmbito escolar. É organizada e tem fácil compreensão dos conteúdos ensinados. Diante dessa realidade, acredita-se que a discente se encontra num nível de desenvolvimento adequado à sua idade, porém elevado, ao tempo/ horas de estudo nesse determinado período do ano letivo.

Colorado do Oeste - RO, Maio de 2010
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Docente da turma

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